quinta-feira, 3 de setembro de 2015

Intensivo Enem/2015 - Custódio da Silva Lemos

Ciente da importância dos estudos na vida dos jovens, como forma de favorecer e oportunizar uma formação cidadã a escola de EM Custódio da Silva Lemos felicita seus alunos pela participação nas aulas preparatórias para o enem, pois sabemos que seu futuro é um reflexo das escolhas do presente, e que influenciará na sua vida financeira, pessoal e profissional equilibrada. Agradecemos aos nossos docentes pelas palavras de incentivo durante suas aulas ministradas e aos professores convidados que contribuíram de forma significativa para o sucesso das aulas específicas para o ENEM/2015 em nossa escola.   
                                                                       
Aula ministrada pelo Professor de História Rafael (convidado)



Professora Ana Paula (Disciplina - Geografia)



terça-feira, 1 de setembro de 2015

Exemplo de Questão de Química no Enem Sobre Misturas

Para estudar química para o Enem, é fundamental entender a diferença entre substância e mistura.
Substância é um material que apresenta propriedades físicas definidas, determinadas e praticamente invariáveis nas mesmas condições de pressão e temperatura. As substâncias são puras quando a molécula é formada por apenas um tipo de elemento químico. Ex: O2. As substâncias são compostas quando a molécula é formada por mais de um tipo de elemento químico. Ex: H2O.
Mistura é um material composto com mais de uma substância e cujas propriedades físicas variam nas mesmas condições de pressão e temperatura. As misturas podem homogêneas (formam uma fase só) ou heterogêneas (formam mais do que uma fase). No caso de uma mistura, há técnicas de separação das substâncias que a constituem. E é isso que veremos a partir da análise de uma questão de química que caiu no Enem de 2014.
Enem 2014 – Caderno Amarelo – Questão 68
O principal processo industrial utilizado na produção de fenol é a oxidação do cumeno (isopropilbenzeno). A equação mostra que esse processo envolve a formação do hidroperóxido de cumila, que em seguida é decomposto em fenol e acetona, ambos usados na indústria química como precursores de moléculas mais complexas. Após o processo de síntese, esses dois insumos devem ser separados para comercialização individual.
quimica_exe
Considerando as características físico-químicas dos dois insumos formados, o método utilizado para a separação da mistura, em escala industrial, é a
a) filtração.
b) ventilação.
c) decantação.
d) evaporação.
e) destilação fracionada.
RESOLUÇÃO E COMENTÁRIOS
Alternativa E
Quando o enunciado diz: “Considerando as características físico-químicas dos dois insumos…” ele está se referindo a ambos estarem no estado líquido à temperatura ambiente e também serem de cadeias polares, isto é, são solúveis entre si. Nossa tarefa consiste, portanto, em separar duas substâncias líquidas e que estão dissolvidas formando uma mistura homogênea. Vamos analisar os processos sugeridos e lembrar em quais ocasiões devemos usá-los:
  • Filtração: geralmente utilizado para separar misturas heterogêneas entre líquidos e sólidos. Ao fazermos café, por exemplo, misturamos o pó com a água formando uma solução heterogênea. As partículas do café que não se dissolveram, ao passar pelo filtro, ficam retidas nele enquanto que a mistura (água mais partículas solúveis do café) passou através dele.
  • Ventilação: utilizada para separar substâncias sólidas que apresentam diferenças significativas de densidade entre seus componentes. Por exemplo, ao torrarmos amendoim, se quisermos separar a casca lançamos uma corrente de ar (como um assopro). A casca do amendoim, sendo mais leve do que ele, será levada enquanto que o amendoim mais pesado permanecerá.
  • Decantação: utilizamos a decantação para separar, assim como na filtração, misturas heterogêneas entre líquidos e sólidos, mas também entre líquidos. Aqui as substâncias que compõem a mistura devem apresentar diferenças de densidade entre as fases. A fase mais densa tende a ocupar a posição mais inferior do reservatório enquanto que a fase menos densa tende a ocupar a posição mais superior. Exemplos do uso de decantação é a limpeza de piscinas onde as partículas mais densas, após algum tempo de repouso, depositam-se no fundo; ou um frasco contendo água e óleo, onde o último, por ser menos denso, ocupa a parte de cima do frasco.
  • Evaporação: em soluções homogêneas entre sólido e líquido, para separar o soluto (sólido) do solvente (líquido) utiliza-se, quando não há interesse imediato, a evaporação. Em salinas, a água do mar é acondicionada em tanques largos e rasos sob a luz do sol. A água é evaporada lentamente e ao final do processo resta apenas o sal depositado no fundo. Uma desvantagem nítida é a perda de um dos componentes, no caso a água.
  • Destilação fracionada: utiliza-se a destilação fracionada para separar misturas homogêneas formadas por duas ou mais substâncias que oferecem certa dificuldade para a sua separação. Devido à diferença entre os pontos de ebulição das substâncias envolvidas é possível separá-las utilizando instrumentos adequados. À medida que os líquidos vão atingindo seus pontos de ebulição, em ordem crescente, ao passarem pelo condensador, tornam-se líquidos novamente. Assim um a um eles vão sendo separados em diferentes frascos ou reservatórios.
No caso da nossa mistura, o melhor método para separá-las é a destilação fracionada. A acetona é retirada do sistema primeiro porque é mais volátil, e pode ser recuperada, sobrando apenas o fenol que é menos volátil. Portanto, esta é a alternativa correta.
Comentário: Por se tratar de duas substâncias orgânicas, é possível que os elaboradores da questão tenham feito uma alusão ao processo de destilação fracionada do petróleo, um dos exemplos mais clássicos desse tipo. A questão avalia o entendimento do aluno em relação aos processos de separação entre misturas e em quais situações eles são utilizados.
Conteúdos envolvidos: Análise imediata (separação de misturas).

segunda-feira, 31 de agosto de 2015

História no Enem – Estudando a Cultura Indígena

Geralmente, usamos no dia-a-dia a palavra “cultura” de maneira equivocada. Costumamos associar cultura àquilo que é mais valorizado intelectualmente dentro de uma sociedade. Ou seja, a cultura da elite geralmente é a única considerada realmente cultura.
Há muitos casos atuais que ilustram isso. Entretanto, olhando para a história, um dos principais deles aconteceu na Colonização do Brasil, através da imposição da cultura portuguesa em detrimento da indígena. Um exemplo disso foram as missões jesuítas que tinham por objetivo colonizar os indígenas, isto é, impor a religião (que é um traço cultural) dos portugueses (o catolicismo, no caso) aos povos da terra nativa.
Pensando nisso, para aprimorar seus estudos, trazemos uma questão resolvida de História sobre esse assunto que caiu no Enem 2014. Confira!
Enem 2014 – Caderno Amarelo – Questão 09
O índio era o único elemento então disponível para ajudar o colonizador como agricultor, pescador, guia, conhecedor da natureza tropical e, para tudo isso, deveria ser tratado como gente, ter reconhecidas sua inocência e alma na medida do possível. A discussão religiosa e jurídica em torno dos limites da liberdade dos índios se confundiu com uma disputa entre jesuítas e colonos. Os padres se apresentavam como defensores da liberdade, enfrentando a cobiça desenfreada dos colonos.
CALDEIRA, J. A nação mercantilista. São Paulo: Editora 34,1999 (adaptado).
Entre os séculos XVI e XVIII, os jesuítas buscaram a conversão dos indígenas ao catolicismo. Essa aproximação dos jesuítas em relação ao mundo indígena foi mediada pela
a) demarcação do território indígena.
b) manutenção da organização familiar.
c) valorização dos líderes religiosos indígenas.
d) preservação do costume das moradias coletivas.
e) comunicação pela língua geral baseada no tupi.

RESOLUÇÃO E COMENTÁRIOS
Alternativa E
O século XVI muda a maneira de pensar do homem europeu. A colonização da América, os mercados saindo do Mediterrâneo, os Humanistas do Renascimento colocando o homem como medida de todas as coisas. Durante esse período aumenta a crítica à Igreja Católica, culminando com as ações de Lutero e Calvino (Reforma Religiosa), momento delicado para a Igreja que presencia a diminuição de seus seguidores. Na expectativa de equilibrar essa balança, após o descobrimento, através da Companhia de Jesus, muitos jesuítas vieram para a América para catequizar os índios, trazendo-os para a fé cristã. Aliás, índio foi um conceito criado pelo europeu, após o descobrimento da América por Colombo, pensando que estivesse chegado às Índias. Do ponto de vista biológico, os índios brasileiros não constituem um todo homogêneo, variam muito. Falam os mais diversos idiomas. No decorrer dos anos, devido à busca por alimentos, guerras, migrações etc., proporcionaram um maior contato entre os nativos provocando diferenciações linguísticas e culturais. Há dois troncos culturais majoritários, os tupis-guaranis e os jês, e dois outros grupos também numerosos, aruaques e caraíbas. Cada um deles ainda se dividia em centenas de outros subgrupos. Porém, o tupi, por ser falado pelas tribos litorâneas que primeiro entraram em contato com os portugueses, foi elevado pelos missionários cristãos à condição de língua geral.

Como Utilizar Corretamente Pronome Oblíquo

O artigo desta semana abordará algumas questões de colocação pronominal, a pedido de meu amigo Décio, violeiro, professor e escritor (conheci suas facetas nessa ordem e cada uma foi uma agradável surpresa!)
Como apreciadores da música caipira de raiz, ele e eu estamos habituados a ouvir a língua portuguesa falada na sua variante mais distante da norma culta. Vejamos um trecho de uma moda muito conhecida, gravada pela saudosa Inezita Barroso:
Com a marvada pinga é que eu me atrapaio
Eu entro na venda e já dou me taio
Pego no copo e dali num saio
Ali memo eu bebo, ali memo eu caio
Só pra carregá é que eu do trabaio, oi lai
(…)
O marido me disse, ele me falô
Largue de bebê, peço por favô
Prosa de home, nunca dei valô
Bebo com sór quente pra esfriá o calô
E bebo de noite pra fazê suador, oi lai (…)
Nesse trecho aparecem alguns pronomes que funcionam como complementos dos verbos.
A norma culta define, para os pronomes oblíquos átonos (me, te, se, o(s), a(s), lhe(s), nos, vos), três posições possíveis em relação ao verbo: próclise (antes do verbo), mesóclise (“dentro” do verbo) e ênclise (após o verbo) e, para entender essa relação, lembremos que a frase, em português, pode ser construída na ordem direta [sujeito + verbo+ complemento (OD/OI)+ adjunto adverbial] ou na ordem indireta, em que alteramos a posição de alguns desses elementos.
Como a intenção aqui é apenas dar as dicas (as regras um bom livro de Gramática trará em detalhes), vamos objetivamente ao que se pode e o que não se pode fazer nos textos:
A ênclise deve ser observada sempre no início das frases, ou seja, não se inicia frase com pronome oblíquo. Aqui temos uma das grandes diferenças de pronúncia entre a língua falada por aqui e a língua falada na terra de Camões. Nós, brasileiros, pronunciamos os pronomes átonos “com força”, o que nos permite começar as frases com eles (Me empreste seu caderno.). Já os lusitanos falam quase sem pronunciar a vogal, o que, aliás, produz o sotaque característico da terrinha, de modo que eles não conseguem começar as frases como nós… sairia algo como “M’empreste seu caderno” – muito difícil!
Como o idioma veio de lá, as regras acompanharam… Dessa diferença tão marcante entre a regra e o uso, o modernista Oswald de Andrade tirou assunto para poesia:
Pronominais
Dê-me um cigarro
Diz a gramática
Do professor e do aluno
E do mulato sabido
Mas o bom negro e o bom branco
Da Nação Brasileira
Dizem todos os dias
Deixa disso camarada
Me dá um cigarro.
Oswald de Andrade ANDRADE, O. Obras completas, Volumes 6-7. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1972.
A mesóclise é empregada em textos muito formais, mas muito mesmo! Ocorre apenas no futuro do presente de indicativo e no futuro do pretérito do indicativo. Por que só com eles? Bem, lembremos que esses tempos são derivados. Na verdade, são a junção de um verbo no infinitivo + o verbo Haver e para fazer a colocação pronominal, o pronome vai entre os dois verbos (lembra que ‘meso’ significa ‘entre’, como em Mesopotâmia – entre os rios).
Daí, em
“Entregarei a você os livros”
substituindo ‘a você’ por ‘lhe’, teremos
Entregar-lhe-ei os livros. (entregar = infinitivo / (h)ei = verbo haver na 1.ªp.sing. e entre os dois, o pronome lhe).
Mas podemos fugir dessa forma um tanto esnobe, colocando um sujeito expresso. Isso nos permite usar a próclise:
Eu lhe entregarei os livros.
E como a mencionei, vamos à próclise!
Existem regras para a colocação do pronome antes do verbo. Na frase, deve haver a presença dos chamados fatores de próclise – palavras que exercem atração, ‘puxam’ o pronome para antes do verbo (que podem ser, entre outras, uma palavra negativa, um advérbio, um pronome relativo…). Veja as frases abaixo:
Ninguém me deu o recado.
Amanhã a encontrarei na aula.
Eu sei que me entenderam.
No caso do português do Brasil, é considerado mais grave não levar em consideração um fator de próclise do que empregar a próclise mesmo que não haja a tal partícula atrativa.
Voltando à Moda da Pinga, é o que acontece com os pronomes destacados: não há nenhum fator de próclise, mas a ‘musicalidade’ do português do Brasil nos leva a colocar os pronomes antes do verbo. Tudo o que mencionei vale também para as locuções verbais (verbo auxiliar + verbo no infinitivo ou no gerúndio) e para os tempos compostos (verbo auxiliar + verbo no particípio). Nessas combinações, evite colocar o pronome entre os verbos. Ah, e particípio não aceita ênclise!
Assim, na prática, as regras se resumem a:
  1. Não inicie frase com pronome oblíquo; e
  2. Coloque o pronome antes do verbo (ou da locução)
É isso!
Até a próxima!

Veja uma Questão do Enem Envolvendo as Leis de Newton

As leis de Newton, como todos sabem, lançaram as bases do que hoje denominamos de Física Mecânica, a partir da qual diversos avanços técnicos e teóricos foram possíveis. Estas leis conseguem explicar grande parte dos fenômenos envolvidos no cotidiano das pessoas, como a queda de um objeto ou a construção de uma ponte, apesar de serem impróprias quando tratamos de velocidades muito elevadas ou de objetos em escala nanométrica. Por serem tão relevantes, as leis de Newton são muito exigidas em vestibulares, e não poderia ser diferente com o Enem.
Pensando no seu preparo para o Exame Nacional do Ensino Médio, trouxemos uma questão comentada em detalhes. Nela será possível compreender alguns conceitos fundamentais para ir bem no dia da prova.
Enem 2011 – Caderno Amarelo – Questão 81
Para medir o tempo de reação de uma pessoa, pode-se realizar a seguinte experiência:
  1. Mantenha uma régua (com cerca de 30 cm) suspensa verticalmente, segurando-a pela extremidade superior, de modo que o zero da régua esteja situado na extremidade inferior;
  2. A pessoa deve colocar os dedos de sua mão, em forma de pinça, próximos do zero da régua, sem tocá-la.
  3. Sem aviso prévio, a pessoa que estiver segurando a régua deve soltá-la. A outra pessoa deve procurar segurá-la o mais rapidamente possível e observar a posição onde conseguiu segurar a régua, isto é, a distância que ela percorre durante a queda.
O quadro seguinte mostra a posição em que três pessoas conseguiram segurar a régua e os respectivos tempos de reação.
Disponível em: http://www.br.geocites.com.
Disponível em: http://www.br.geocites.com.
A distância percorrida pela régua aumenta mais rapidamente que o tempo de reação porque a
a) energia mecânica da régua aumenta, o que a faz cair mais rápido.
b) resistência do ar aumenta, o que faz a régua cair com menor velocidade.
c) aceleração de queda da régua varia, o que provoca um movimento acelerado.
d) força peso da régua tem valor constante, o que gera um movimento acelerado.
e) velocidade da régua é constante, o que provoca uma passagem linear de tempo.
RESOLUÇÃO E COMENTÁRIOS
Alternativa D
Ao soltar a régua, a mesma cairá em queda livre. Em outras palavras, movimento retilíneo uniformemente variado (M.U.V.), ou seja, movimento em que gradativamente há aumento de velocidade, devido à aceleração da gravidade. Como a velocidade aumenta, o espaço percorrido, considerando-se o mesmo intervalo de tempo, também aumenta. Analisando as alternativas temos:
  • Alternativa A: Energia mecânica é a soma das energias potencial, neste caso gravitacional, e cinética. Como podemos considerar este um sistema conservativo, pois a soma de todas as forças dissipativas (atrito, resistência do ar, etc.) é desprezível, a quantidade de energia mecânica será constante e não aumentará como a alternativa sugere. Ao cair, a régua perde energia potencial gravitacional e, na mesma proporção, ganha energia cinética.
  • Alternativa B: Esta alternativa apresenta dois erros: considerar a força de resistência do ar para esta pequena queda, onde no caso ela é praticamente zero, e a diminuição de velocidade acarretar no aumento da distância, quando na verdade deveria diminuir.
  • Alternativa C: Para objetos próximos à superfície da Terra, podemos considerar o campo gravitacional uniforme, o que implica na aceleração da gravidade ser constante. Variações da aceleração de queda da régua, ou seja, da gravidade, só ocorreriam, de acordo com a Lei da Gravitação Universal proposta por Newton, se tivéssemos variações altíssimas nas massas, ou da régua, ou do planeta Terra, ou das distâncias entre a régua e a Terra, o que é absurdo.
  • Alternativa D: É a alternativa correta. De acordo com a 2ª lei de Newton temos , onde F é força atuante em uma massa m sob uma aceleração a. No caso, a força é o peso e a aceleração é a da gravidade. Vimos que a aceleração da gravidade é constante. Como a massa também é, a força peso não irá variar.
  • Alternativa E: Esta alternativa também apresenta dois erros: uma vez que a régua cai ela estará sob a ação da aceleração da gravidade, o que implica na variação da velocidade. No segundo erro, a passagem do tempo é linear não devido à velocidade ser constante e sim por ela ser relativamente baixa em relação à velocidade da luz e os referenciais envolvidos serem todos inerciais.
Comentário: Nesta questão, conhecimentos simples sobre queda livre e movimento retilíneo uniformemente variado faziam o estudante chegar rapidamente à resposta. Mas é muito importante que o aluno se convença dos erros conceituais que as demais alternativas cometem a respeito do mesmo assunto.
Conteúdos envolvidos: Cinemática e Dinâmica.

segunda-feira, 24 de agosto de 2015

Temas Redação Enem: Educação e Polícia Militar

Um fenômeno na esfera escolar pública brasileira tem chamado a atenção da mídia e da sociedade como um todo ao longo deste ano: o número crescente de escolas municipais e/ou estaduais que passaram a ser dirigidas pela Polícia Militar. O tema gera debates acalorados entre as pessoas favoráveis e contrárias à medida, entre pais e policiais envolvidos e educadores que pensam se tratar de um retrocesso.
As gerações passadas, de nossos pais e parentes mais velhos, como tios, estudaram em escolas que estavam se abrindo à classe trabalhadora, já que desde o início da escolarização do Brasil até meados do século XX, a escola brasileira era destinada apenas para os meninos da elite. Com a democratização do ensino, os colégios abriram as portas para as meninas e para os filhos das camadas mais humildes da população, processo que se deu nem um acompanhamento reflexivo acerca do trabalho docente.
Ao longo do Ditadura Militar, as escolas serviam como incentivadoras do regime e no nacionalismo exacerbado que é característico de regimes militares e, assim, a disciplina Educação Moral e Cívica fazia parte do currículo e ensinava ética, moral e civismo de acordo com a ideologia militar. Meninas tinham suas meias ¾ e suas saias medidas na entrada da escola e maquiagens e adornos eram proibidos, além do cabelo sempre precisar estar preso; o penteado dos meninos também era fiscalizado, assim como o comportamento de todos.
Com o passar do tempo e com as conquistas feministas, as garotas tomaram mais espaço e as calças compridas foram permitidas, assim como adornos pequenos e um batom discreto. Hoje, em muitos colégios, o uniforme é, apenas, a camiseta da instituição e os alunos podem manifestar sua identidade de maneira mais livre.
Porém, há escolas que parecem estar andando na direção contrária, pois estão sendo dirigidas pela Polícia Militar com um rigor disciplinar que assusta alguns educadores. Os estudantes são obrigados a usarem uniformes que lembram fardas (e que devem ser compradas pelos alunos) e devem bater continência aos policiais, aos professores e aos colegas que possuem patentes dentro do colégio; além disso, manifestações de carinho são estritamente proibidas, assim como cortes de cabelo fora do padrão, maquiagens, adornos etc.
Somente no estado de Goiás, por exemplo, há 26 colégios que são dirigidos pela Polícia Militar e, segundo a instituição, o desempenho dos alunos nas avaliações externas aumentou muito, além da violência dentro e ao redor da escola ter diminuído. O argumento favorável considera que a vigilância e a disciplina militar afastam o crime, o tráfico de drogas e a indisciplina dessas escolas, já que grande parte delas está localizada em áreas violentas e pobres das cidades; é o caso da escola estadual Prof. Waldocke Fricke de Lyra, em Manaus, na qual havia muito vandalismo e medo de assaltos.
Alguns professores e alunos não se adequaram ao novo sistema e saíram do, agora, 3º Colégio Militar da PM Prof. Waldocke Fricke de Lyra, já que os docentes são subordinados à direção da Polícia Militar. Apesar das controvérsias, muitos pais apoiam a medida por pensarem que o desempenho de seus filhos melhorou e o índice de criminalidade caiu nos bairros nos quais as escolas estão localizadas.
O estado de Goiás libera o ranking como a unidade federativa que possui mais colégios militares (26), seguido por Minas Gerais (22) e Bahia (13). Para alguns especialistas em educação, a medida é um retrocesso, pois padroniza os alunos e impõe a eles um comportamento, além de inibir questionamentos e uma postura mais crítica, afinal os policiais, inclusive, permanecem armados dentro das escolas.
E você, leitor, o que pensa sobre o assunto?
Até a próxima semana!

No Enem, não dá tempo de reler muitas questões

Quando estamos resolvendo uma questão, a primeira coisa a ser feita é ler atentamente o enunciado para entendermos o que está sendo pedido. Entretanto, como acontece quase sempre, a primeira leitura acaba servindo como um “mapeamento” do conteúdo. Tanto que acabamos relendo todo o enunciado no intuito de processar os dados de fato.
Só tem um “pequeno” problema nisso: na prova do Enem, você terá que realizar, em média, uma questão a cada 3 minutos! Na verdade, esse tempo é ainda menor, pois você precisa separar um tempo para preencher o gabarito! Em outras palavras: mal dá tempo de ler todas as questões! Inclusive, já escrevemos um artigo que mostra a importância de controlar o tempo na hora da prova. Caso não tenha lido, clique aqui.
Agora analise: se o tempo já é escasso para ler a prova uma vez, imagine ter que ler duas vezes cada enunciado. Ou seja, diferentemente de alguns “especialistas” por aí, reler as questões é uma alternativa que você deve evitar na hora da prova do exame.
Dito isso, cabe a seguinte pergunta:
Como posso fazer então para não precisar ler novamente os enunciados. Afinal, sempre que leio uma questão, tenho a impressão de não ter lido nada.
Essa sensação é normal. Para isso não ocorrer, cabe duas dicas:
1 – Treine seu cérebro para que ele, na primeira leitura, já processe a maioria das informações.
É isso mesmo! Como quase tudo na vida, treinando melhora. Na hora de estudar, comece a treinar seu cérebro para que ele já comece a primeira leitura focado. Depois de um certo tempo, perceberá que aquela leitura, que antes era superficial, começará a ter mais consistência.
2 – Para enunciados muito grandes, leia a pergunta antes.
Dica simples, mas que ajuda muito. Percebeu que o enunciado é muito extenso? Dê uma olhada na pergunta que será feita. Isso fará com que você se concentre no que terá de mais importante no enunciado.
Ok, boas dicas. Mas e se na hora da prova eu ler uma questão e precisar retomar alguns pontos?
Vale destacar que em nenhum momento estamos falando para que você NUNCA releia uma questão na hora do exame. Alás, isso dificilmente ocorrerá, pois envolveria uma concentração quase desumana. Além disso, retornar no enunciado para coletar dados (principalmente para questões de exatas) é um procedimento normal e totalmente válido. Estamos apenas alertando que, se não estiver condicionado o suficiente e necessitar reler a maioria dos enunciados, certamente faltará tempo no dia prova.