segunda-feira, 31 de agosto de 2015

História no Enem – Estudando a Cultura Indígena

Geralmente, usamos no dia-a-dia a palavra “cultura” de maneira equivocada. Costumamos associar cultura àquilo que é mais valorizado intelectualmente dentro de uma sociedade. Ou seja, a cultura da elite geralmente é a única considerada realmente cultura.
Há muitos casos atuais que ilustram isso. Entretanto, olhando para a história, um dos principais deles aconteceu na Colonização do Brasil, através da imposição da cultura portuguesa em detrimento da indígena. Um exemplo disso foram as missões jesuítas que tinham por objetivo colonizar os indígenas, isto é, impor a religião (que é um traço cultural) dos portugueses (o catolicismo, no caso) aos povos da terra nativa.
Pensando nisso, para aprimorar seus estudos, trazemos uma questão resolvida de História sobre esse assunto que caiu no Enem 2014. Confira!
Enem 2014 – Caderno Amarelo – Questão 09
O índio era o único elemento então disponível para ajudar o colonizador como agricultor, pescador, guia, conhecedor da natureza tropical e, para tudo isso, deveria ser tratado como gente, ter reconhecidas sua inocência e alma na medida do possível. A discussão religiosa e jurídica em torno dos limites da liberdade dos índios se confundiu com uma disputa entre jesuítas e colonos. Os padres se apresentavam como defensores da liberdade, enfrentando a cobiça desenfreada dos colonos.
CALDEIRA, J. A nação mercantilista. São Paulo: Editora 34,1999 (adaptado).
Entre os séculos XVI e XVIII, os jesuítas buscaram a conversão dos indígenas ao catolicismo. Essa aproximação dos jesuítas em relação ao mundo indígena foi mediada pela
a) demarcação do território indígena.
b) manutenção da organização familiar.
c) valorização dos líderes religiosos indígenas.
d) preservação do costume das moradias coletivas.
e) comunicação pela língua geral baseada no tupi.

RESOLUÇÃO E COMENTÁRIOS
Alternativa E
O século XVI muda a maneira de pensar do homem europeu. A colonização da América, os mercados saindo do Mediterrâneo, os Humanistas do Renascimento colocando o homem como medida de todas as coisas. Durante esse período aumenta a crítica à Igreja Católica, culminando com as ações de Lutero e Calvino (Reforma Religiosa), momento delicado para a Igreja que presencia a diminuição de seus seguidores. Na expectativa de equilibrar essa balança, após o descobrimento, através da Companhia de Jesus, muitos jesuítas vieram para a América para catequizar os índios, trazendo-os para a fé cristã. Aliás, índio foi um conceito criado pelo europeu, após o descobrimento da América por Colombo, pensando que estivesse chegado às Índias. Do ponto de vista biológico, os índios brasileiros não constituem um todo homogêneo, variam muito. Falam os mais diversos idiomas. No decorrer dos anos, devido à busca por alimentos, guerras, migrações etc., proporcionaram um maior contato entre os nativos provocando diferenciações linguísticas e culturais. Há dois troncos culturais majoritários, os tupis-guaranis e os jês, e dois outros grupos também numerosos, aruaques e caraíbas. Cada um deles ainda se dividia em centenas de outros subgrupos. Porém, o tupi, por ser falado pelas tribos litorâneas que primeiro entraram em contato com os portugueses, foi elevado pelos missionários cristãos à condição de língua geral.

Como Utilizar Corretamente Pronome Oblíquo

O artigo desta semana abordará algumas questões de colocação pronominal, a pedido de meu amigo Décio, violeiro, professor e escritor (conheci suas facetas nessa ordem e cada uma foi uma agradável surpresa!)
Como apreciadores da música caipira de raiz, ele e eu estamos habituados a ouvir a língua portuguesa falada na sua variante mais distante da norma culta. Vejamos um trecho de uma moda muito conhecida, gravada pela saudosa Inezita Barroso:
Com a marvada pinga é que eu me atrapaio
Eu entro na venda e já dou me taio
Pego no copo e dali num saio
Ali memo eu bebo, ali memo eu caio
Só pra carregá é que eu do trabaio, oi lai
(…)
O marido me disse, ele me falô
Largue de bebê, peço por favô
Prosa de home, nunca dei valô
Bebo com sór quente pra esfriá o calô
E bebo de noite pra fazê suador, oi lai (…)
Nesse trecho aparecem alguns pronomes que funcionam como complementos dos verbos.
A norma culta define, para os pronomes oblíquos átonos (me, te, se, o(s), a(s), lhe(s), nos, vos), três posições possíveis em relação ao verbo: próclise (antes do verbo), mesóclise (“dentro” do verbo) e ênclise (após o verbo) e, para entender essa relação, lembremos que a frase, em português, pode ser construída na ordem direta [sujeito + verbo+ complemento (OD/OI)+ adjunto adverbial] ou na ordem indireta, em que alteramos a posição de alguns desses elementos.
Como a intenção aqui é apenas dar as dicas (as regras um bom livro de Gramática trará em detalhes), vamos objetivamente ao que se pode e o que não se pode fazer nos textos:
A ênclise deve ser observada sempre no início das frases, ou seja, não se inicia frase com pronome oblíquo. Aqui temos uma das grandes diferenças de pronúncia entre a língua falada por aqui e a língua falada na terra de Camões. Nós, brasileiros, pronunciamos os pronomes átonos “com força”, o que nos permite começar as frases com eles (Me empreste seu caderno.). Já os lusitanos falam quase sem pronunciar a vogal, o que, aliás, produz o sotaque característico da terrinha, de modo que eles não conseguem começar as frases como nós… sairia algo como “M’empreste seu caderno” – muito difícil!
Como o idioma veio de lá, as regras acompanharam… Dessa diferença tão marcante entre a regra e o uso, o modernista Oswald de Andrade tirou assunto para poesia:
Pronominais
Dê-me um cigarro
Diz a gramática
Do professor e do aluno
E do mulato sabido
Mas o bom negro e o bom branco
Da Nação Brasileira
Dizem todos os dias
Deixa disso camarada
Me dá um cigarro.
Oswald de Andrade ANDRADE, O. Obras completas, Volumes 6-7. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1972.
A mesóclise é empregada em textos muito formais, mas muito mesmo! Ocorre apenas no futuro do presente de indicativo e no futuro do pretérito do indicativo. Por que só com eles? Bem, lembremos que esses tempos são derivados. Na verdade, são a junção de um verbo no infinitivo + o verbo Haver e para fazer a colocação pronominal, o pronome vai entre os dois verbos (lembra que ‘meso’ significa ‘entre’, como em Mesopotâmia – entre os rios).
Daí, em
“Entregarei a você os livros”
substituindo ‘a você’ por ‘lhe’, teremos
Entregar-lhe-ei os livros. (entregar = infinitivo / (h)ei = verbo haver na 1.ªp.sing. e entre os dois, o pronome lhe).
Mas podemos fugir dessa forma um tanto esnobe, colocando um sujeito expresso. Isso nos permite usar a próclise:
Eu lhe entregarei os livros.
E como a mencionei, vamos à próclise!
Existem regras para a colocação do pronome antes do verbo. Na frase, deve haver a presença dos chamados fatores de próclise – palavras que exercem atração, ‘puxam’ o pronome para antes do verbo (que podem ser, entre outras, uma palavra negativa, um advérbio, um pronome relativo…). Veja as frases abaixo:
Ninguém me deu o recado.
Amanhã a encontrarei na aula.
Eu sei que me entenderam.
No caso do português do Brasil, é considerado mais grave não levar em consideração um fator de próclise do que empregar a próclise mesmo que não haja a tal partícula atrativa.
Voltando à Moda da Pinga, é o que acontece com os pronomes destacados: não há nenhum fator de próclise, mas a ‘musicalidade’ do português do Brasil nos leva a colocar os pronomes antes do verbo. Tudo o que mencionei vale também para as locuções verbais (verbo auxiliar + verbo no infinitivo ou no gerúndio) e para os tempos compostos (verbo auxiliar + verbo no particípio). Nessas combinações, evite colocar o pronome entre os verbos. Ah, e particípio não aceita ênclise!
Assim, na prática, as regras se resumem a:
  1. Não inicie frase com pronome oblíquo; e
  2. Coloque o pronome antes do verbo (ou da locução)
É isso!
Até a próxima!

Veja uma Questão do Enem Envolvendo as Leis de Newton

As leis de Newton, como todos sabem, lançaram as bases do que hoje denominamos de Física Mecânica, a partir da qual diversos avanços técnicos e teóricos foram possíveis. Estas leis conseguem explicar grande parte dos fenômenos envolvidos no cotidiano das pessoas, como a queda de um objeto ou a construção de uma ponte, apesar de serem impróprias quando tratamos de velocidades muito elevadas ou de objetos em escala nanométrica. Por serem tão relevantes, as leis de Newton são muito exigidas em vestibulares, e não poderia ser diferente com o Enem.
Pensando no seu preparo para o Exame Nacional do Ensino Médio, trouxemos uma questão comentada em detalhes. Nela será possível compreender alguns conceitos fundamentais para ir bem no dia da prova.
Enem 2011 – Caderno Amarelo – Questão 81
Para medir o tempo de reação de uma pessoa, pode-se realizar a seguinte experiência:
  1. Mantenha uma régua (com cerca de 30 cm) suspensa verticalmente, segurando-a pela extremidade superior, de modo que o zero da régua esteja situado na extremidade inferior;
  2. A pessoa deve colocar os dedos de sua mão, em forma de pinça, próximos do zero da régua, sem tocá-la.
  3. Sem aviso prévio, a pessoa que estiver segurando a régua deve soltá-la. A outra pessoa deve procurar segurá-la o mais rapidamente possível e observar a posição onde conseguiu segurar a régua, isto é, a distância que ela percorre durante a queda.
O quadro seguinte mostra a posição em que três pessoas conseguiram segurar a régua e os respectivos tempos de reação.
Disponível em: http://www.br.geocites.com.
Disponível em: http://www.br.geocites.com.
A distância percorrida pela régua aumenta mais rapidamente que o tempo de reação porque a
a) energia mecânica da régua aumenta, o que a faz cair mais rápido.
b) resistência do ar aumenta, o que faz a régua cair com menor velocidade.
c) aceleração de queda da régua varia, o que provoca um movimento acelerado.
d) força peso da régua tem valor constante, o que gera um movimento acelerado.
e) velocidade da régua é constante, o que provoca uma passagem linear de tempo.
RESOLUÇÃO E COMENTÁRIOS
Alternativa D
Ao soltar a régua, a mesma cairá em queda livre. Em outras palavras, movimento retilíneo uniformemente variado (M.U.V.), ou seja, movimento em que gradativamente há aumento de velocidade, devido à aceleração da gravidade. Como a velocidade aumenta, o espaço percorrido, considerando-se o mesmo intervalo de tempo, também aumenta. Analisando as alternativas temos:
  • Alternativa A: Energia mecânica é a soma das energias potencial, neste caso gravitacional, e cinética. Como podemos considerar este um sistema conservativo, pois a soma de todas as forças dissipativas (atrito, resistência do ar, etc.) é desprezível, a quantidade de energia mecânica será constante e não aumentará como a alternativa sugere. Ao cair, a régua perde energia potencial gravitacional e, na mesma proporção, ganha energia cinética.
  • Alternativa B: Esta alternativa apresenta dois erros: considerar a força de resistência do ar para esta pequena queda, onde no caso ela é praticamente zero, e a diminuição de velocidade acarretar no aumento da distância, quando na verdade deveria diminuir.
  • Alternativa C: Para objetos próximos à superfície da Terra, podemos considerar o campo gravitacional uniforme, o que implica na aceleração da gravidade ser constante. Variações da aceleração de queda da régua, ou seja, da gravidade, só ocorreriam, de acordo com a Lei da Gravitação Universal proposta por Newton, se tivéssemos variações altíssimas nas massas, ou da régua, ou do planeta Terra, ou das distâncias entre a régua e a Terra, o que é absurdo.
  • Alternativa D: É a alternativa correta. De acordo com a 2ª lei de Newton temos , onde F é força atuante em uma massa m sob uma aceleração a. No caso, a força é o peso e a aceleração é a da gravidade. Vimos que a aceleração da gravidade é constante. Como a massa também é, a força peso não irá variar.
  • Alternativa E: Esta alternativa também apresenta dois erros: uma vez que a régua cai ela estará sob a ação da aceleração da gravidade, o que implica na variação da velocidade. No segundo erro, a passagem do tempo é linear não devido à velocidade ser constante e sim por ela ser relativamente baixa em relação à velocidade da luz e os referenciais envolvidos serem todos inerciais.
Comentário: Nesta questão, conhecimentos simples sobre queda livre e movimento retilíneo uniformemente variado faziam o estudante chegar rapidamente à resposta. Mas é muito importante que o aluno se convença dos erros conceituais que as demais alternativas cometem a respeito do mesmo assunto.
Conteúdos envolvidos: Cinemática e Dinâmica.

segunda-feira, 24 de agosto de 2015

Temas Redação Enem: Educação e Polícia Militar

Um fenômeno na esfera escolar pública brasileira tem chamado a atenção da mídia e da sociedade como um todo ao longo deste ano: o número crescente de escolas municipais e/ou estaduais que passaram a ser dirigidas pela Polícia Militar. O tema gera debates acalorados entre as pessoas favoráveis e contrárias à medida, entre pais e policiais envolvidos e educadores que pensam se tratar de um retrocesso.
As gerações passadas, de nossos pais e parentes mais velhos, como tios, estudaram em escolas que estavam se abrindo à classe trabalhadora, já que desde o início da escolarização do Brasil até meados do século XX, a escola brasileira era destinada apenas para os meninos da elite. Com a democratização do ensino, os colégios abriram as portas para as meninas e para os filhos das camadas mais humildes da população, processo que se deu nem um acompanhamento reflexivo acerca do trabalho docente.
Ao longo do Ditadura Militar, as escolas serviam como incentivadoras do regime e no nacionalismo exacerbado que é característico de regimes militares e, assim, a disciplina Educação Moral e Cívica fazia parte do currículo e ensinava ética, moral e civismo de acordo com a ideologia militar. Meninas tinham suas meias ¾ e suas saias medidas na entrada da escola e maquiagens e adornos eram proibidos, além do cabelo sempre precisar estar preso; o penteado dos meninos também era fiscalizado, assim como o comportamento de todos.
Com o passar do tempo e com as conquistas feministas, as garotas tomaram mais espaço e as calças compridas foram permitidas, assim como adornos pequenos e um batom discreto. Hoje, em muitos colégios, o uniforme é, apenas, a camiseta da instituição e os alunos podem manifestar sua identidade de maneira mais livre.
Porém, há escolas que parecem estar andando na direção contrária, pois estão sendo dirigidas pela Polícia Militar com um rigor disciplinar que assusta alguns educadores. Os estudantes são obrigados a usarem uniformes que lembram fardas (e que devem ser compradas pelos alunos) e devem bater continência aos policiais, aos professores e aos colegas que possuem patentes dentro do colégio; além disso, manifestações de carinho são estritamente proibidas, assim como cortes de cabelo fora do padrão, maquiagens, adornos etc.
Somente no estado de Goiás, por exemplo, há 26 colégios que são dirigidos pela Polícia Militar e, segundo a instituição, o desempenho dos alunos nas avaliações externas aumentou muito, além da violência dentro e ao redor da escola ter diminuído. O argumento favorável considera que a vigilância e a disciplina militar afastam o crime, o tráfico de drogas e a indisciplina dessas escolas, já que grande parte delas está localizada em áreas violentas e pobres das cidades; é o caso da escola estadual Prof. Waldocke Fricke de Lyra, em Manaus, na qual havia muito vandalismo e medo de assaltos.
Alguns professores e alunos não se adequaram ao novo sistema e saíram do, agora, 3º Colégio Militar da PM Prof. Waldocke Fricke de Lyra, já que os docentes são subordinados à direção da Polícia Militar. Apesar das controvérsias, muitos pais apoiam a medida por pensarem que o desempenho de seus filhos melhorou e o índice de criminalidade caiu nos bairros nos quais as escolas estão localizadas.
O estado de Goiás libera o ranking como a unidade federativa que possui mais colégios militares (26), seguido por Minas Gerais (22) e Bahia (13). Para alguns especialistas em educação, a medida é um retrocesso, pois padroniza os alunos e impõe a eles um comportamento, além de inibir questionamentos e uma postura mais crítica, afinal os policiais, inclusive, permanecem armados dentro das escolas.
E você, leitor, o que pensa sobre o assunto?
Até a próxima semana!

No Enem, não dá tempo de reler muitas questões

Quando estamos resolvendo uma questão, a primeira coisa a ser feita é ler atentamente o enunciado para entendermos o que está sendo pedido. Entretanto, como acontece quase sempre, a primeira leitura acaba servindo como um “mapeamento” do conteúdo. Tanto que acabamos relendo todo o enunciado no intuito de processar os dados de fato.
Só tem um “pequeno” problema nisso: na prova do Enem, você terá que realizar, em média, uma questão a cada 3 minutos! Na verdade, esse tempo é ainda menor, pois você precisa separar um tempo para preencher o gabarito! Em outras palavras: mal dá tempo de ler todas as questões! Inclusive, já escrevemos um artigo que mostra a importância de controlar o tempo na hora da prova. Caso não tenha lido, clique aqui.
Agora analise: se o tempo já é escasso para ler a prova uma vez, imagine ter que ler duas vezes cada enunciado. Ou seja, diferentemente de alguns “especialistas” por aí, reler as questões é uma alternativa que você deve evitar na hora da prova do exame.
Dito isso, cabe a seguinte pergunta:
Como posso fazer então para não precisar ler novamente os enunciados. Afinal, sempre que leio uma questão, tenho a impressão de não ter lido nada.
Essa sensação é normal. Para isso não ocorrer, cabe duas dicas:
1 – Treine seu cérebro para que ele, na primeira leitura, já processe a maioria das informações.
É isso mesmo! Como quase tudo na vida, treinando melhora. Na hora de estudar, comece a treinar seu cérebro para que ele já comece a primeira leitura focado. Depois de um certo tempo, perceberá que aquela leitura, que antes era superficial, começará a ter mais consistência.
2 – Para enunciados muito grandes, leia a pergunta antes.
Dica simples, mas que ajuda muito. Percebeu que o enunciado é muito extenso? Dê uma olhada na pergunta que será feita. Isso fará com que você se concentre no que terá de mais importante no enunciado.
Ok, boas dicas. Mas e se na hora da prova eu ler uma questão e precisar retomar alguns pontos?
Vale destacar que em nenhum momento estamos falando para que você NUNCA releia uma questão na hora do exame. Alás, isso dificilmente ocorrerá, pois envolveria uma concentração quase desumana. Além disso, retornar no enunciado para coletar dados (principalmente para questões de exatas) é um procedimento normal e totalmente válido. Estamos apenas alertando que, se não estiver condicionado o suficiente e necessitar reler a maioria dos enunciados, certamente faltará tempo no dia prova.

Acento Indicador de Crase: Modo de Usar (continuação)

A missão, desta vez, é não errar esse acentinho travesso diante de nomes de lugares.
Na sequência das dicas, esta também é uma forma rápida de checar a necessidade ou não do acento. Vejamos o passo a passo (sem acento de crase entre palavras repetidas, mesmo porque essas palavras são do gênero masculino! Essa dica vai ‘de brinde’):
  1. Verifique a regência do verbo: só será caso de empregar a preposição A se o verbo indicar ‘movimento no sentido da ida’, por exemplo, ir A algum lugar, chegar A algum lugar;
  2. Agora, pense na volta desse lugar e aplique o que determina essa quadrinha:
Vou À, volto DA – crase há,
Vou A, volte DE – crase para quê?
Simples? Sim, é simples, sim, acredite!
Veja o que ocorre aqui: se você volta DA Bahia, por exemplo, na palavra DA você empregou a preposição DE + artigo A, duas palavras contraídas formando uma só. Então se você for À Bahia, também temos dois As, a preposição A, pedida pelo verbo IR e o artigo A que vai diante do termo Bahia. Juntando as duas em uma só, temos o À.
Para verificar, na prática:
Vou A Portugal.
Não sei se vai acento ou não… Vejamos a volta: “Volto DE Portugal”. Então a frase só tem preposição e não ocorre crase. Agora, outro lugar:
Vou A Itália.
Vejamos a volta como fica: “Volto DA Itália.”
DA = DE +A – preposição + artigo, então na ida também há preposição + artigo = crase! A frase ficará:
Vou À Itália.
E a última dica: em algumas construções, a preposição A pode ser trocada pela preposição PARA. Nesse caso, a verificação é a seguinte:
Entreguei os documentos A diretora.
Ó, dúvida cruel: ponho acento no A ou não?
Vamos lá: se eu tentar usar o PARA nessa frase, ficará assim:
Entreguei os documentos PARA A diretora.
Então tenho duas palavras: preposição PARA + artigo A. Se são duas palavras, na frase original também há dois As, um é a preposição pedida pelo verbo ‘entregar’ e outro é o artigo admitido diante do termo ‘diretora’, portanto crase!
Entreguei os documentos À diretora.
É isso!
Até a próxima!

O Dogma Central da Genética e o RNA

Em nosso primeiro artigo sobre genética explicamos sobre os conceitos básicos para o entendimento desta área de conhecimento. Agora que já sabemos como o DNA se replica, podemos enunciar o dogma central da genética: o DNA, através de sua replicação, transmite características hereditárias e, a partir dos processos de transcrição e tradução, produz as proteínas responsáveis por estas características. Antes de explicarmos com maiores detalhes cada um desses processos, devemos detalhar o que é o RNA.
dogma_central 
O RNA, tal qual o DNA, é um polinucleotídeo, porém ele é formado por uma molécula de açúcar (pentose) denominada ribose e há a substituição da base pirimídica timina (T) – presente no DNA – pela uracila (U). A estrutura tridimensional do RNA também difere daquela relativa ao DNA, pois não ocorre a estrutura de dupla hélice, mas sim uma cadeia única de nucleotídeos sem paridade entre bases púricas e pirimídicas.
Diferentemente do DNA, existem três tipos específicos de RNA, cada qual desempenhando um papel no processo de síntese de proteínas: o RNA ribossômico (RNAr) está presente nos ribossomos, estruturas celulares responsáveis pela síntese de proteínas; o RNA mensageiro (RNAm) é responsável por codificar a sequência de aminoácidos das proteínas sintetizadas nos ribossomos; o RNA transportador (RNAt) tem por função combinar-se com aminoácidos disponíveis no hialoplasma e transportá-los para os ribossomos, servindo como “fornecedor” de matéria-prima para a síntese de proteínas.
Agora que sabemos mais sobre o RNA, podemos estudar o processo de transcrição, responsável por sintetizar todos os tipos de RNA a partir do DNA. Ocorrendo no núcleo na célula, estre processo inicia-se na presença de uma enzima, a RNA polimerase, responsável por “romper” as ligações de hidrogênio que ligam as duas cadeias na estrutura do DNA. Uma das hélices do DNA serve de molde e há a formação de uma cadeia complementar com os nucleotídeos do RNA. Após totalmente formada, esta cadeia de RNA se destaca e a molécula de DNA retorna a sua estrutura de dupla hélice. Os diferentes tipos de RNA formados por este processo migram do núcleo para o citoplasma, onde desempenharão suas funções.
RNA2
Para finalizar esse artigo, lembramos que é importante para seus estudos entender e estabelecer as diferenças entre o DNA e o RNA. Procure sintetizar o que foi visto até agora em uma tabela, correlacionando características estruturais de cada molécula e suas funções. Em nosso próximo artigo iremos estabelecer como ocorre a síntese de proteínas a partir do RNA e do processo de tradução.
Até lá!

sábado, 22 de agosto de 2015

Devolutiva com os Agentes Jovens

Na noite do dia 20 de Agosto agentes jovens reuniram-se com os professores mobilizadores, Ana Paula e Eduardo Reis, e o coordenador do PJF na escola, Ricardo Diniz para devolutiva das atividades da SuperAção. Durante o encontro foram reafirmados os acordos de cumprimento de prazos, bem como dirimidas dúvidas e discutidas sugestões feitas pelos alunos das turmas.

CRONOGRAMA
DATAS
ATIVIDADES
HORÁRIOS
PONTUAÇÃO
26/06
·         Venda dos bingos;
Ao longo do mês
1 ponto por bingo
·         Escolha da Rainha Junina.
Noite
1º Lugar: 200
2º Lugar: 150
3º Lugar: 100
50 pontos aos demais
10/08 –
24/08
·         Harmonização do Ambiente Escolar.
Em todos os turnos
Limpeza da sala – 5 pontos
Frequência dos alunos – 5 pontos
Fardamento completo – 5 pontos
25/08
TER
·         Coleta e contabilização dos materiais de limpeza.
08:00h às 11:00h
5 pontos por unidade
26/08
QUA
·         Entrega das mudas e implantação da horta escolar.
07:30h às 11:00h
13:30h às 17:00h
2 pontos por mudas
27/08
QUI
·         Finalização dos painéis temáticos.
Em todos os turnos
100 – 200 pontos
28/08
SEX
·         Caminhada ecológica;
07:15h às 08:15h
100 pontos
·         Entrega dos itens para o lanche ambiental;
09:00h às 11:00h
14:00h às 16:00h
50 pontos
·         Coleta e pesagem dos alimentos e itens recicláveis;
08:35h às 11:15h
Alimentos - 5 pontos por Kg
Vidros – 4 pontos por unidade
Latinhas e PET – 4 pontos por Kg
·         Limpeza e ornamentação do ambiente escolar.
09:00h às 17:00h
25 pontos por ambiente
·         Ensaios (paródia, desfile e peça teatral).
13:15h às 17:00h
-
29/08
SÁB
·         Grito de guerra;
07:30h às 07:40h
10 pontos
·         Torcida;
07:40h às 08:10h
10 pontos
·         Mascote Reciclável;
08:10h às 08:30h
30 pontos
·         Paródia ambiental;
08:30h às 09:30h
30 – 50 pontos
LANCHE
09:30h às 09:45h
-
·         Peça Teatral;
09:45h às 10:45h
50 – 100 pontos
·         Desfile do Rei e da Rainha da Sucata;
10:45h às 11:45h
1º Lugar: 200
2º Lugar: 150
3º Lugar: 100
50 pontos aos demais
·         Torta na Cara.
11:45 às 12:30h
10 pontos por acerto
ALMOÇO
12:30 às 13:00h
-
DIVULGAÇÃO DO RESULTADO
13:00h
-


Professores do Custódio tem artigo publicado na edição do 1º livro sobre as experiências da primeira etapa de implantação do Pacto

Dos seis trabalhos da Crede 09 somente três foram aceitos para publicação do 1º livro sobre as experiências da primeira etapa de implantação do Pacto Nacional pelo Fortalecimento do Ensino Médio no estado do Ceará que ocorreu no ano de 2014  (Publicação SBN).

E entre eles está o artigo que tem como título "O Uso das TDICs como ferramenta pedagógica na E.E.F. M Custódio da Silva Lemos", tendo como autores os professores Ricardo Diniz Souza e Silva, Maria Veridiana Farias, Aldemir Rosa e Eduardo Silva Reis.

O livro PACTO NACIONAL PELO FORTALECIMENTO DO ENSINO MÉDIO: EXPERIÊNCIAS DE FORMAÇÃO NAS ESCOLAS PÚBLICAS NO ESTADO DO CEARÁ visa apresentar e debater as experiências sobre a formação de professores nas escolas públicas estaduais cearenses através do Programa Nacional de valorização da formação continuada dos professores e coordenadores pedagógicos atuantes no ensino médio público do Ministério da Educação e implementado pela UFC em parceria com o CED/SEDUC.
A publicação não terá nenhum custo para os autores de publicação, reprodução ou formatação. Cada autor receberá um determinado número de exemplares. Esta obra será publicada com um ISBN específico e será vinculada a coleções de livros de Programas de Pós-Graduação da UFC com qualidade científica reconhecida.

Parabéns a E.E.F. M Custódio da Silva Lemos, na pessoa do Orientador de estudos, Professor Eduardo Reis, pela seleção do Artigo para publicação do livro!


Alunos do Custódio participam da I Olimpíada de Matemática de Cascavel

Com o objetivo de despertar nos alunos da esfera pública e particular, o interesse pela matemática e incentivar os professores a promover ações que fortaleçam e dinamize o ensino e a eficácia da aprendizagem em Matemática, a Prefeitura Municipal promoveu a I Olimpíada de Matemática de Cascavel - OMC, da qual no Nível V participaram 110 alunos da E.E.F.M. Custódio da Silva Lemos.

Na última quarta-feira, dia 19 de Agosto, foi realizada a aplicação da 1ª fase da olimpíada nos turnos manhã e tarde, sob a organização da professora Tatiana Vignólia e apoio dos professores aplicadores Ronalt Gomes e Marta Custódio e dos professores de Matemática Francisco Cézar e Humberto Felipe.
A 2ª fase ocorrerá no dia 19 de Setembro às 13:30h no Centro Educacional Municipal - CEM. Contamos com a presença dos nossos alunos classificados nesta 1ª fase, os quais já receberão da Prefeitura Municipal medalhas e certificados de honra ao mérito no dia da realização da 2ª fase.

RESULTADO DA 1ª FASE NA E.E.F.M. CUSTÓDIO DA SILVA LEMOS:
1º ANO – MARIA VITÓRIA FERNANDES
2º ANO – FRANCISCO JARDYSON MENDES DA SILVA
3º ANO – IGOR SILVA DOS SANTOS

Os vencedores de cada nível da 2ª fase receberão a premiação na solenidade que ocorrerá na semana do aniversário do município.

OBFEP 2015

Levantando a bandeira de proporcionar aos seus estudantes múltiplas oportunidades de sucesso, a E.E.F.M.Custódio da Silva Lemos promoveu, no dia 13 de agosto, a primeira fase da OBFEP, a Olimpíada Brasileira de Física das Escolas Públicas, contando com a participação de mais de duzentos alunos das três séries do Ensino Médio.
Tendo como objetivo proporcionar um maior contato dos estudantes do Ensino Médio com as ciências, tal olimpíada vem crescendo a cada ano tanto em participação de alunos quanto em respaldo junto às escolas em geral, por despertar nos estudantes o gosto pela física e pelo desafio de solucionar problemas que envolvem ciência e tecnologia. 

Os alunos da nossa escola terminaram a prova confiantes num bom resultado, justificando tal confiança no fato de que, segundo os mesmos, as questões estavam de acordo com o que é trabalhado rotineiramente em sala de aula pelos professores de Física, Ronalt Gomes e João Paulo Soares.

Os estudantes que conseguirem bom desempenho nesta fase participarão da segunda fase no dia 20 de Outubro, na qual concorrerão a medalhas e bolsas de estudos. A participação nesta olimpíada ilustra bem o que é a Escola Custódio da Silva Lemos: uma escola que se preocupa com o aluno em sua totalidade; uma escola que não segue um único caminho, mas que mostra ao aluno múltiplas oportunidades; uma escola que dá a oportunidade de que as múltiplas tendências e as múltiplas habilidades de seus estudantes sejam desenvolvidas.

OBMEP 2015

quinta-feira, 20 de agosto de 2015

Nossa escola marcou presença no I Circuito Escolar de Esportes de Praia

No período de 6 a 17 de Julho de 2015 ocorreu o I Circuito Escolar de Esportes de Praia, realizado pela Secretaria Municipal da Educação, Cultura, Desporto e Juventude de Cascavel. O evento promovido nas férias escolares contou com quatro modalidades esportivas e cinco arenas na praia da Caponga.
A programação contou com o empenho e dedicação dos professores de Educação Física da rede municipal, com o objetivo de promover a integração e a socialização dos alunos de todas as escolas do município de Cascavel, fortalecendo a inclusão através do esporte e retirando os estudantes da ociosidade no período de férias.
A E.E.F.M. Custódio da Silva Lemos participou nos dias 9 e 10 nas modalidades Beach Soccer e Voleibol. Na ocasião fomos campeões na modalidade voleibol nos naipes masculino e feminino. 
Parabéns aos nossos times e aos professores Pedro Cristiano e Jorge Vito pelo excelente resultado!

quarta-feira, 19 de agosto de 2015

Aspectos da filosofia de Santo Agostinho

Caso seja um aluno antenado, já deve ter percebido que conteúdos de filosofia e sociologia estão aparecendo bastante na prova do Enem, principalmente no caderno de Ciências Humanas e suas Tecnologias. Que tal dar uma revisada num dos filósofos mais importantes da história? No artigo de hoje falaremos um pouco sobre o pensamento de Agostinho de Hipona, mais conhecido pela alcunha de Santo Agostinho, filósofo cristão que viveu entre 354 e 430 d.C.

Nascido em Tagaste, norte da África, região em que hoje se situa a Argélia, era filho de mãe cristã, porém se converteu ao cristianismo apenas depois de adulto, por volta dos trinta anos de idade. Tempos após sua conversão, tornou-se bispo de Hipona, o que dentro da estrutura religiosa da época era uma posição de destaque, a qual permitiu que seu pensamento fosse difundido. Dentre suas obras mais importantes, devemos citar “Confissões” e “A cidade de Deus”. Para entender o pensamento de Agostinho, devemos lembrar que, no período medieval, filosofia e religião estiveram intimamente ligadas, sendo a primeira influenciada pelo estudo dos filósofos gregos clássicos, como Platão e Aristóteles.

Um dos problemas filosóficos discutidos na obra de Agostinho é a existência do mal moral no mundo. Por mal moral devemos entender todo o mal causado pelo ser humano, aquele que não tem origem em fenômenos da natureza, como terremotos e erupções vulcânicas. Presente até hoje nas discussões sobre religiosidade, a crença em um deus onisciente, onipresente e onipotente pressupõem que este compactue com todo o mal moral existente. Porém, se o deus cristão é bom e onipotente, por que ele não age para impedir as más ações? Seria ele incapaz de impedir o mal, deixando assim de ser onipotente?

Bem, Agostinho abordou esta questão de duas formas. A primeira delas, ainda em sua juventude, baseava-se no maniqueísmo, vertente religiosa originada na Pérsia e difundida no Império Romano, cuja doutrina consistia basicamente em afirmar a existência de um conflito cósmico entre o Bem e o Mal, forças antagônicas, uma pertencente à alma e outra ao corpo, em batalha contínua. Desta forma, em alguns embates o Mal vencia e, por causa disso, os males morais ocorriam.

A segunda maneira de encarar o mal moral ocorreu a Agostinho após a rejeição do maniqueísmo, já em idade mais avançada. Acreditando na onipotência da vontade divina, Agostinho justifica a existência de atitudes más a partir do livre-arbítrio, ou seja, da capacidade humana de decidir o que fazer. A argumentação é simples: Deus permite que ajamos de acordo com nossa vontade, podendo seguir seus mandamentos ou não; quando nos afastamos destes, cometemos males morais. Caso não houvesse livre-arbítrio, seríamos apenas marionetes, governadas por um ventríloquo todo poderoso. A partir da divisão do ser humano em parte racional e parte emocional, Agostinho argumenta que ceder às emoções é deixar a razão de lado, o que nos distancia de deus e pode nos levar ao mal. Por fim, Agostinho também acreditava que a existência do mal moral estava relacionada à escolha de Adão e Eva por comer o fruto proibido. Ao traírem o deus cristão, o primeiro casal de humanos trouxe o pecado ao mundo, transmitindo-o de geração em geração a partir do ato sexual.

Para complementar seus estudos sobre este autor e se preparar para as questões de filosofia do Enem, recomendamos a leitura do capítulo Agostinho: a razão em progresso permanente, disponível no livro Antologia de Textos Filosóficos, organizado por Jairo Marçal.